Que me Leve

Que me leve
Leve, leve
Como o vento leve
Me leve,
Que leve, leve
Como vento é leve
Me leve, longe, leve
Como a rocha leve
O rio, leve minha vida
Leve, leve e me leve
Como a rocha firme leva,
Leve, guia o rio que me leve,
Longe me leve,
Como o rio me leve
Para onde quiser
Leve a folha leve
Como o reggae leve
Me leva longe e leve
Leve, reggae, leve
Como riso leve
Como um sorriso leve
Leve, Me leve, leve…
Leve

Anderson Pena

Publicado em: às outubro 27, 2011 em 8:51 pm10  Deixe um comentário  

Eterna Vontade de Amar

Vivi
Não mais do que muitos,
Sorri
Nem sempre sincero
Corri
Não tão depressa
Cai
E me machuquei
Sofri
Mais do que merecia
Beijei
Muitas eu beijei
Pulei
Obstáculos
Sonhei
Muitos não cheguei
Chorei
Nem tanto
Realizei
Quase nada
Mas hoje estou aqui
E as únicas coisas
De que tenho certeza
E me dão forças para continuar
É o ar que repiro
E a eterna vontade
De te amar

Anderson Pena

Publicado em: às outubro 17, 2011 em 8:51 pm10  Deixe um comentário  

Mais pra quê?

Te faço
Te peço
Quero seu sexo
E te dou meu amor

Me entrego
Não nego
E faço um credo
Mesmo sem dor

Não digo não a você
Não pergunte o porquê
Pois é pauleira
Com MPB

Somos eu e você
Eu e você
Nem sei mais o quê.
Mais o quê?

Te vejo
Te beijo
Fazemos direito
Eu te dou o meu amor

Me dôo
Me entrego
De joelhos, seu servo
Sem medo e sem rancor

Nos arranhos dos discos
Nós com ruidos sinistros
Somos funk
Com amor

Somos eu e você
Eu e você
Nem sei mais o quê.
Mais o quê?

Te faço
Esses versos
Mesmo sem nexo
Mas com o amor

Não temos lugar,
Nem hora
Por mim
Pode ser agora

Façamos na praia
Não fugimos da raia
Viramos sacanagem
Com louvor

Somos eu e você
Eu e você
Nem sei mais o quê.
Mais? Pra quê?

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 28, 2011 em 8:51 am09  Deixe um comentário  

Menina Sabrina

O meu querido
Tá vendo aquela menina?
Aquela menina
O nome dela é Sabrina

Mas por favor
Meu amigo não se encante,
Não se encante!
Ela é pura safadeza constante.

Eu juro
Sabe por quê?
Por que eu vi.

Um dia desses
Ouvi um alto ronco
Que até me atrapalhou
De ver tv

Era um homem
Num carro conversível
Pegando minha vizinha
Você tinha que estar aqui pra ver

Eu juro
Sabe por quê?
Por que eu vi.

Mas meu amigo
Por favor eu te suplico
Ela não é pro seu bico
É que não é rico.

Mês passado
Com inveja até fiquei
Um carinha muito feio
Saiu de lá as seis

Uma noite
Peguei ela no poste
Toda despida
Com um cara muito forte

Eu juro
Sabe por quê?
Por que eu vi.

A minha vizinha
Ganha a vida
Desse jeito
Pra poder se sustentar

Um outro dia
Eu estava num bar
O do velho nem deveria levantar
E ainda pagou o jantar

Numa outra tarde
Haviam tantos gritos
Que chamaram a polícia
Para ver o que que há

Eu juro
Sabe por quê?
Por que eu vi.

Meu amigo
Estou desesperado
Por estar apaixonado
Por este pesado fardo
Estou amargurado
E até contrariado
E este gosto amargo
Que em mim tá amarrado
Não me deixa ver o outro lado.

A vi pela janela
Vi tudo dela
Parei congelei
E apenas concentrei
Toda a vislubrei
Aquela delícia de menina
Com seu Sabrina
Fogo certo, gasolina

Desesperei, cai
E chorei
Desabou o mundo
Entrei em desgosto profundo.
Eu Enlouquecido
Pobre, varrido
Ouvi rumores,
E eu cheio de amores,
Estiquei o ouvido

Ela bate na cara
Faz dengo, maltrata
Carinho? que nada
Suga, cospe
Tortura e morde
Não estende a mão
Trata todos como cão
E ainda sem saber
Destroe meu coração

Mas uma coisa ,meu amigo,
Vou te dizer aqui
Que não faz direito,
Ruim de cama
Eu não ouvi

A saudosa menina
De nome Sabrina
Com sua forma tão pequenina
Não me deixa durmir

Hoje antes de agora
A vi do lado fora
Por pouco tempo
É um lindo tormento.

Minha linda Sabrina
Que no fundo me mata
Está fora da ata
Fica assim e termina

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 26, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Vitória

A nós um brinde
Ao amor a vitória
A nossa roupa um cabide
A união a glória

Já não interessa
Deixa lá o que resta
Eu te desejo
Naquilo muito relampejo

Deus criou a luz
O homen criou o fogo
Você que me seduz
Criou em mim um jogo

Jogo este que me faz viver
Este que me fz querer vencer
A solidão nunca mais
A esta magia de sempre querer você

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 19, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Infelicidade do Mundo

A noite escura
Em mim a sombra da ternura
Escapa a amargura
Louca paz que jura

Sonho forte
Rumo ao Norte
Correndo da morte
Vi triste o forte

Fraco desnudo
Cego, surdo e mudo
Vejo tudo isso num segundo
A desgraça abraça o mundo

Minha mente há guerra
Não há paz na Terra
Ser feliz… quem me dera
Bom é quem berra

Incluso foi a dor,
O ódio e o horror
Quem foi lá por?
Há quem tentou o amor

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 16, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Crueldade

Da forma
Que me trata
As palavras que usa
Quando, comigo, fala

Para mim
Não é normal,
Não é comum,
Pode até não ser intencional.

Acredito eu
Na minha ingenuidade
Que não é por mal
Mas dentro há vontade

Seu sorriso,
Meio que safado,
Me faz querer,
O estar desejado

Você é linda!
Com seu jeito sensual
Estremece meu corpo
Ergue meu mau

Eleva meu espirito
Mexe com meu coração
Dou um suspiro
Aguça minha imaginação

Estou confuso
Não sei o que faço
Se continuamos só nos falando
Ou se, com carinho, faço

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 9, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Madrugada do Samba

Nestas batucadas
Da longa madrugada
Aguçantes para todos
Os vizinhos solitários

Nesta noite do samba
Que nos faz dançar
Incessantemente batiamos panelas,
Pratos e batuques

Gritos e sussuros
Tudo o que a magia
Nos permitir deste
Grande samba da madrugada

Ticutuco e ticutuco
Assim continua o samba
E se depender de mim
Esse samba não tem hora para acabar

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 7, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Maldita

Venho vendo vida:
Desencanto, desdenho, dor
Mexendo, mas maldita
Foi falecendo a flor

Vinha verde, vinha
De danos deixados, durou
Maldita matéria minha
Fortemente ficando,fechou

Voltou varrendo vidro
Daquilo deixado dar
Mãos minhas, magras
Feliz foi,fui

Anderson Pena

Publicado em: às setembro 2, 2011 em 8:51 pm09  Deixe um comentário  

Ser Alguém

Meus olhos passeiam
Pelo seu corpo
Minha mãos viajam
Pela sua pele
Minha mente se perde
Em seu sorriso
Meu coração se quebra
Com seus atos

Meus olhos crescem
Quando te veem
Minhas mãos estremecem
Quando te tocam
Minha mente para
Quando se aproxima
Meu coração amolece
Quando chora

Só quero ser alguém
Quero ser visto,
Tocado, lembrado,
E claro se um dia puder,
Ser amado

Anderson Pena

Publicado em: às agosto 18, 2011 em 8:51 am08  Deixe um comentário  
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